Bahia voltará a exportar mamão para os EUA em setembro

 

Bahia voltará a exportar mamão para os EUA em setembro

  • Mamão papaia da Bello Fruit, produzido em Ibirapuã, na Bahia, será exportado para os EUA

Após um intervalo de dois anos, a Bahia voltará a exportar mamão para os Estados Unidos, a partir de setembro. Uma das maiores exportadoras de papaia, a empresa Bello Fruit está dobrando a área plantada, de 60 para 120 hectares, em Ibirapuã, no extremo sul da Bahia, para atender à demanda dos americanos.

A expectativa é enviar entre 10 e 20 toneladas, por semana, para os EUA. Diretor de certificações e qualidade da Bello Fruit, Rodrigo Viana conta que as exportações para os americanos começaram em 2005, cessando em 2012 por uma opção comercial da empresa, que resolveu direcionar a venda à Europa.

Hoje, 60% das 120 mil toneladas produzidas pela Bello Fruit são exportadas, o que gera, em média, uma remuneração 30% maior.

Viana conta que, além de mais um importador, a procura interna tem crescido. Com áreas na Bahia e no Espírito Santo, a empresa vende boa parte do mamão ao Sudeste e é fornecedora de redes como o Carrefour. “A intenção é aumentar a produção para atender a essa demanda”, diz.

Fitossanidade

Com seis certificações, a Bello Fruit não terá dificuldade para garantir a qualidade do mamão exportado. Mas, para vender aos americanos, a empresa terá de provar que está livre da mosca-da-fruta, praga que não existe nos EUA.

A fiscal agropecuária da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Flávia Fernandes, acredita que a mosca não será empecilho para a comercialização. “O mamão não é um hospedeiro preferencial da mosca-da-fruta”, diz. Rodrigo Viana afirma que a prevalência do inseto é baixa na região.

Mas, seguindo o trâmite, a Adab terá de monitorar a propriedade da empresa. Oito fiscais da agência foram treinados pelo Ministério da Agricultura e Agropecuária (Mapa), por meio da Superintendência Federal na Bahia (SFA-BA), no final de abril. Armadilhas serão espalhadas na propriedade, nos próximos dois meses, e servirão para monitorar a presença de pragas. Caso a área se mostre livre, o envio da fruta, em setembro, será liberado.

 

Fonte:  atarde.uol.com.br